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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Guarapuava – DIOCESE DE GUARAPUAVA – 30/10/2011 – DNJ (Dia Nacional da Juventude)

No dia 30 de outubro, em clima de muita alegria e festa, aconteceu no Ginásio de esportes do Colégio Nossa Senhora de Belém de Guarapuava o 26° DNJ.
            O evento teve como  tema “Jovem Discípulo Missionário” e aconteceu no Ginásio do Colégio Nossa Senhora de Belém. Às 08h30 iniciou a concentração e acolhida. Na parte da manhã houve a celebração eucarística presidida pelo Bispo da Diocese de Guarapuava, Dom Antonio Wagner da Silva, e concelebrada por vários padres.
No período da tarde houve diversas apresentações teatrais, ta,bem um manifesto contra a violência e a corrupção que está bem forte nesses dias na cidade de Guarapuava. O evento contou com mais de 1.100 jovens, de toda a Diocese.
            A Articulação da juventude Salesiana, sob orientação do S. Luiz Opata e da Ir. Rosalina (FMA) se fez presente não só no evento, mas também na organização e preparação do mesmo.
Força para essa juventude que tem Paixão pela Vida e pelo Senhor da Vida.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Para onde vai a juventude?

      De onde vem, onde está, para onde vai: a partir dessas três perguntas, o teólogo jesuíta João Batista Libanio analisou as tendências da juventude hoje. Em palestra realizada na Faculdade Dom Bosco, em Porto Alegre, nesta terça-feira, 3 de maio, Libanio apresentou os resultados do seu mais novo livro, Para onde vai a juventude? (Ed. Paulus, 2011, 256 páginas), que nasceu, segundo ele, de um desafio posto por outro colega jesuíta, Hilário Dick, para pensar a juventude em uma espécie de movimento.
     Libanio, 79 anos, afirmou que, em seu livro, não buscou dizer que o jovem é "assim". "Como é que um velho pode falar isso?", brincou. E esclareceu que "juventude" não tem a ver apenas com a questão biológica: "Há muito homem de 40 anos com atitudes juvenis", explicou. Sua obra, portanto, busca fazer uma análise histórico-crítica da juventude, baseado não tanto em bibliografias, mas sim em sua própria experiência de vida, tendo passado por pelo menos três gerações. "Eu não digo onde os jovens estão. Apenas questiono: será que realmente caminhamos nessa direção?", comentou. E frisou: "São tendências. A gente pode mudá-las".
     Das 46 tendências da juventude apontadas no livro, Libanio apresentou ao longo de sua palestra pouco mais de uma dezena. Começando por uma tendência mais biológica: de um crescimento e desenvolvimento físicos lentos (devido a uma alimentação mais fraca, com esportes mais reduzidos), passa-se a uma juventude com um desenvolvimento físico rápido. "Mas o psíquico não pode acompanhar esse crescimento. Não se pode acelerar a psique", afirmou o teólogo. "O jovem se sente muito grande de corpo, mas não sabe o que fazer com ele. A alma não cabe mais lá dentro, não o preenche. Muito corpo e pouca alma. O que acontece? O espaço que a alma não preenche vira defunto – os jovens têm uma parte mais 'defúntica'", ilustrou.
     Partindo da definição de corpo de outro jesuíta, Henrique Cláudio de Lima Vaz, ou seja, como presença no mundo, maneira de se fazer presente ao mundo, Libanio afirmou que, "por crescer muito, o jovem não se dá conta dessa presença. E o que acontece? Ou vem a timidez ou representamos, fazemos muito teatro na vida", comentou, exemplificando com algumas atitudes consideradas como "rebeldes" dos jovens. "É muito comum os jovens fazerem teatro sem se dar conta. É a dificuldade de estar presente ao mundo", explicou.

Projeção e exploração

     Por outro lado, Libanio trouxe para o público presente – mais de 200 pessoas – uma conceituação de duas dimensões da vida: a projetiva e a explorativa, que também se manifestam claramente na juventude. A dimensão explorativa, explicou, leva a fazer a experiência e a perceber a realidade. Já a dimensão projetiva aborda o que eu serei amanhã, e controla e reduz a dimensão explorativa. Para ele, "o jovem está diminuindo a dimensão projetiva". Comparando a "geração Dilma", a geração de 1968 que "viveu extremamente o projetivo" (as lutas por um Brasil socialista, diferente, contra o regime) e sacrificou o seu presente, a juventude contemporânea manifesta uma tendência a diminuir o mundo projetivo, vivendo sem futuro, sem esperanças. "Usufrui-se só o presente, e o futuro é entregue às traças", comentou.

     Além disso, segundo o teólogo, há uma tendência de um deslocamento de uma afetividade mais de recepção dos maiores para uma afetividade mais narcisista. "A geração anterior tinha muito interesse em aprender dos mais velhos, sede de aprender de quem já tem uma tradição, uma história. A história tinha uma certa importância", explicou. Hoje, porém, diante da "cultura Google", "qualquer coisa está simultaneamente diante de mim". E, de acordo com Libanio, "a cultura do simultâneo me dá a ideia de que não há mais história, só há informação". Sai de cena a progressividade cultural e entra a simultaneidade de todas as coisas são simultâneas, o "presentismo". Assim, a juventude passa a pôr de lado o aprendizado com a tradição, "valorizando só o que se aprende momentaneamente. Não me interessa mais saber dos antigos. Aprendemos só do presente", comentou Libanio.
     Isso leva também à tendência de uma felicidade sólida e permanente às felicidades momentâneas. E Libanio exemplificou a partir da questão da afetividade: antes, comentou, os jovens namoravam, palavra em cuja raiz semântica está presente o amor, "que, por natureza, quer eternidade, faz eternidade, é eternidade, como disse o teólogo Joseph Ratzinger". Hoje, ao invés, os jovens "ficam", ou seja, "é agora, começa e acaba. As felicidades não se prolongam".
     Em contrapartida a uma juventude que possuía um certo medo e receio diante das experiências, passa-se a uma "busca de experiências extremas", segundo Libanio. Experiências extremas, limites, próximas da morte, como os esportes radicais, as drogas, o desrespeito no trânsito etc.
     Uma outra tendência apontada por Libanio é de uma maior consciência da diferença sexual para uma possibilidade muito maior de proximidade. "A distinção entre rapazes e moças tende a diminuir. Muitos preconceitos caíram, machismos falsos desapareceram, mas, não tendo um diferente, eu sofro na minha percepção de identidade", explicou o jesuíta.

Da intimidade à "extimidade"

     Isso se relaciona também ao fato de os jovens das gerações passadas serem mais pudorosos com relação à sua intimidade. Segundo Libanio, existia o lugar da confidência, geralmente a pessoas adultas, religiosas – como no caso da confissão –, lugar este que está desaparecendo. "A quem o jovem se abre? Entre si. Entre iguais, eles têm muito mais liberdade para conversar sobre seus problemas". Assim, cresce a "publicidade informática" entre os jovens, comentou Libanio, ou seja, a exposição da vida nos sites de relacionamento. Dá-se assim uma perda enorme da intimidade, passando de uma intimidade ao que alguns autores franceses chamam de "extimidade", apontou Libanio.
     Mas a palestra foi apenas uma antessala para a obra, que aborda ainda diversas outras tendências percebidas pelo jesuíta também em aspectos como família, sociedade, religião. Como indicou Libanio, o livro busca ser uma análise, um olhar para essas tendências sem medo, sem clericalismo exagerado, sem julgamento: "Não é um livro moralista", resumiu. "É uma reflexão dialética – eu olho para uma tendência, vejo o que há de positivo e o afirmo, reforço. Percebo que nela há um negativo, e então o nego", explicou.
     E desafiou os presentes a avançar no acompanhamento pedagógico ou pastoral da juventude mediante três passos: afirmar o positivo, negar o negativo e criar o novo. "Sem fantasia, nós não avançamos", disse Libanio, recordando um dos slogans dos jovens do maio de 1968: "A fantasia no poder".


(Por Moisés Sbardelotto)

domingo, 13 de março de 2011

Cruz da Espiritualidade Juvenil Salesiana



Cruz: Espiritualidade no cotidiano
Bom Pastor: Auto-retrato de Jesus
Pomba: Encarnação de Deus na nossa história
Pães e peixes: Partilha – um compromisso social e político
Âncora: Esperança – otimismo
PX: Ressurreição

A cruz na festa do cristão. 

Dentro e fora de nós há muitas resistências ao sacrifício que precisam ser controladas e vencidas. E isso exige que nós contemplemos e imitemos a coragem que teve Jesus Cristo de morrer. Somente quem arrasta o seu amor à vida até a cruz, pode realmente construir vida plena e completa, para si e para os outros. Jesus ensina, de verdade.
Do lado do “dever quotidiano”, descobrimos que o convite para amar a nossa vida é uma coisa realmente séria: é um convite para amar a vida, não em certos momentos, ou quando nos convém, mas sempre, descobrindo que essa vida que amamos é uma vocação ao serviço e à responsabilidade. Estamos diante de uma exigência muito forte, que machuca muito o desejo de egoísmo e de protagonismo que cada um traz dentro de si. Ela nos conduz diretamente à cruz de Jesus e a uma dimensão da vida cristã à qual é impossível renunciar. O cristão está comprometido com um amor aos outros, que o faz capaz de servir e, até mesmo, de “sacrificar a própria vida para que todos a tenham em abundância”, como Jesus fez. É essa cruz que corajosamente colocamos no centro da nossa existência.
A cruz está no centro da vida do(a) jovem salesiano na medida que ele se sacrifica pelo grupo e se oferece para trabalhar pelo colega e pelas pessoas da comunidade – a medida é a caridade que supera as regras de cortesia.

Cruz – vitória de Cristo sobre a morte 

A vida, aquela que amamos intensamente e que queremos plena e abundante para nós e para todos, é sujeita a um limite insuperável. De certa forma, somos “condenados a morte”. Não fiquemos tristes com essa condenação. A morte nos ameaça, justamente porque estamos vivos. A belíssima experiência de estarmos vivos, é vivida dentro da marca indelével que a limita.
É importante não esquecer isso para não perdermos de vista o fato de que a casa que construímos aqui em baixo, mesmo se bonita e fascinante, não passa de uma tenda: a nossa verdadeira casa está mais adiante, no radioso além da casa do Pai. Algumas vezes a própria existência no-lo recorda, impiedosamente, quando nos coloca diante da morte, da dor, do desespero. Algumas vezes, nós mesmos resolvemos fazer esta experiência. Para tanto, nos afastamos um pouco das coisas bonitas que preenchem a nossa existência. Não o fazemos por desprezo. Move-nos uma escolha motivada e refletida: a seriedade e a consistência dos ‘bens penúltimos” não pode fazer-nos esquecer sua provisoriedade e relatividade em relação aos bens definitivos. Deixamos de gozá-los, por alguns momentos, a fim de nos reconhecermos peregrinos rumo a experiências maiores.
Na expectativa cristã, essa exigência é chamada muitas vezes com uma expressão pouco feliz: “mortificação”. Não nos comprometemos na vida dura por preferirmos a morte ou, pior ainda, porque nos agrada antecipar um pouco o encontro com a morte. Confrontamo-nos com a morte, e nos distanciamos das coisas, para vivermos como vencedores também aquele desapego a que a morte nos condena inexoravelmente, porque queremos amar a nossa vida mais intensamente, queremos “possuí-la” plenamente. E fazemos inteiramente nosso o convite de Jesus: “Se o grão de trigo, caído na terra, não morre, certamente não poderá viver. Pelo contrário, se morre, viverá: cem por um”. Esse é o estilo da nossa espiritualidade. Quem ama a vida e arrisca a sua para dá-la a todos, em nome de Deus, planta a cruz no centro da sua vida. Reconhece a paixão de Deus pela vida de todos e, com os fatos, se declara disponível a perder a própria vida, como gesto supremo, concreto e histórico de compromisso com a vida”.

(cf Espiritualidade Juvenil Salesiana, pp. 60-63).

domingo, 6 de março de 2011

O que é AJS?


  • O QUE É AJS?
A Articulação da Juventude Salesiana (AJS) é uma rede de apoio mútuo e articulação entre os variados grupos de jovens, que se identificam com a espiritualidade juvenil salesiana e querem vivê-la. É um trabalho conjunto dos Salesianos de Dom Bosco (SDB), Filhas de Maria Auxiliadora (FMA), de toda Família Salesiana e da juventude.
  •  CARACTERÍSTICAS DA AJS
É uma proposta de articulação de grupos autônomos, que têm organização, metodologia e objetivos próprios. Está em sintonia com as orientações da Pastoral da Juventude da Igreja do Brasil (PJB) e insere-se nas iniciativas da Pastoral da Juventude Local. Tem como inspiração sustentadora os valores e crenças da espiritualidade juvenil salesiana. Possui uma estrutura de organização que busca combinar a animação orgânica (em nível nacional, regional, local) com a autonomia de cada grupo. Os níveis da estrutura organizativa podem variar segundo necessidades e peculiaridades locais e/ou regionais.
  •  O QUE SE QUER COM A AJS?
Dentre os muitos fatores positivos da experiência associativa, já apresentados, esperamos proporcionar:
Aos grupos e jovens que integram a AJS:
• experiência dos valores da espiritualidade salesiana, conhecimento de Dom Bosco e de Maria Mazzarello, vivência das crenças e valores salesianos;
• um processo de crescimento humano e de formação da fé cristã com caráter educativo e missionário;
• um itinerário de formação desenvolvido dentro do grupo;
• vivência das relações interpessoais e intergrupais, valorizando a diversidade e a identidade de cada um;
• desenvolvimento de um processo organizativo pautado na participação e envolvimento dos jovens, leigos adultos e toda a Família Salesiana;
• desenvolvimento de sua potencialidades pessoais, suas convicções e valores;
• oportunidade de inserção do jovem como membro ativo e atuante em seu ambiente, engajando-se em ações sociais, religiosas, de cidadania... dedicando parte de seu tempo à vivência de um ideal, em favor do bem comum.
Aos SDB, FMA e demais membros da Família Salesiana
• ampliação da ação conjunta de toda a Família Salesiana a serviço dos jovens e das classes populares;
• crescimento na convicção de que é junto com os jovens que devemos estar para sermos fiéis a Dom Bosco e a Maria Mazzarello, em sua intuição carismática, em seu empenho apostólico e em sua criatividade educativa.
  • QUEM PODE PARTICIPAR DA AJS

A condição básica para um grupo pertencer à AJS é identificar-se com a espiritualidade juvenil salesiana. O grupo, então, não precisa pertencer a uma casa a uma casa salesiana, mas precisa ter vivo estes cincos critérios:
• eu nasci para ser feliz: amo a vida, valorizo-a e cuido dela;
• eu tenho um amigo: Jesus Cristo, filho de Maria. Ela é a minha referência;
• eu tenho uma família: a Igreja, comunidade que partilha a fé, a esperança e o amor;
• eu tenho um tesouro: a Eucaristia e a Reconciliação, sinais visíveis do Amor de Deus por nós;
• eu tenho um futuro: eu vim para SERVIR, “porque o Senhor nos colocou no mundo para os outros” (Dom Bosco).