quarta-feira, 13 de julho de 2011

Encerramento das Atividades no Instituto Educacional Dom Bosco.

Na sexta-feira, dia 08 de julho, os jovens missionários se integraram a comunidade educativa do Instituto Educacional Dom Bosco para celebrar o fim do semestre. Pela manhã, depois da oração e formação dos missionários, aconteceu a Celebração Eucarística com todos os educandos da obra. Foi um bonito momento de render graças a Deus pelo semestre e pela presença dos missionários na semana. Durante a celebração, presidida pelo diretor Pe. Dácio Bona, os missionários foram apresentados e cantaram a música “Consagração” para os jovens educandos.
          
          A tarde, foi o momento de participar do Festival de Talentos organizado pelos educadores. Alguns de nossos missionários se apresentaram e outros foram jurados do festival. Um dos missionários, Gustava de Guarapuava, ficou em terceiro lugar na categoria livre, com a música "Do Alto da Pedra".

"Uma casa salesiana sem música, é como um corpo sem alma!" (Dom Bosco)

terça-feira, 12 de julho de 2011

Último dia de visitas ao bairro Paz e Bem

Na tarde do desta quinta-feira, todos os missionários se dirigiram para o bairro Paz e Bem, no intuito de visitar todas as casas ainda não visitadas, foi um mutirão de adolescentes e jovens, cheios de alegria, fé e Paixão pela Vida e pelo Senhor da Vida.


 
            Diferente dos dias anteriores, na quinta-feira, todos os missionários foram juntos para o bairro Paz e Bem. Dividiram-se em três grupos e cada um se encaminhou para uma das três ruas transversais do bairro, as que ainda não haviam sido visitadas. Em duplas, bateram de porta em porta, foram acolhidos em muitas casas e fizeram uma bonita experiência de encontro com a comunidade daquele bairro.
            No final da tarde, todos se reuniram em uma grande roda, de missionários e crianças, cantaram, celebrando a conclusão de uma importante etapa da missão. Era uma multidão vestindo camisetas amarelas, com um sorriso no rosto, olhos vibrantes e emocionados.
            Após muita alegria e emoção, a Eucaristia foi celebrada junto a comunidade paroquial e logo em seguida houve um momento de reflexão e conversa com os crismando da paróquia. Dentro da temática da Juventude e Igreja, crismandos e missionários foram convidados a pensar sobre qual o papel do jovem na Igreja e qual o papel da Igreja na conquista e na acolhida do jovem na atualidade.
            Foi um dia cansativo, mas não um cansaço paralisante, um cansaço motivador, que despertou um desejo de fazer mais e mais. A Ação Missionária Juvenil se encaminha para seus dias, mas a missão desses adolescentes e jovens apenar está começando.


“Aquilo que plantou nunca mais há de morrer, no jovem que caminha São João Bosco vai viver.
Escutem as crianças que não para de cantar, Dom Bosco é futuro e ele vai continuar!” 
 (Dom Bosco sem fronteira)


Jovens missionários participam de atividades na Paróquia São João Bosco e Comunidade Auxílio dos Cristãos


Os adolescentes e jovens participantes da Ação Missionária Juvenil, em Guarapuava, realizam encontro com a AJS paroquial e participam do “sopão” da comunidade Auxílio dos Cristãos, no bairro Paz e Bem.


             Os dias de trabalho tem sido intensos, alegres e muito gratificantes. Os 45 adolescentes e jovens da AMJ vem desenvolvendo Oratórios Festivos no Instituto Educacional Dom Bosco e realizando visitas as casa do bairro Paz e Bem.
            Além disso, nesta terça-feira, dia 05 de julho, os missionários participaram da missa na Paróquia São João Bosco e logo após a missa, houve um encontro com os jovens da AJS. Foi um momento muito bonito de reflexão sobre a temática: Jovens, discípulos e missionários: o voluntariado juvenil na Igreja”.

             A quarta-feira, dia 06 de julho, foi um dia profundamente marcado pelo encontro e partilha. No período da manhã, após a oração e o momento de formação do grupo de missionários, aconteceram dois encontros muito interessantes: um grupo de missionários preparou um encontro para as oitavas séries da Escola São Domingos Sávio, enquanto outro grupo de missionários animou um encontro com os Jovens Aprendizes do IEDB. Ao meio dia, os missionários participaram de uma atividade promovida por algumas senhoras da Comunidade Auxílio dos Cristãos, o Sopão. Com doações recebidas de diferentes parceiros, elas fazem um sopão e distribuem para o povo do bairro, que vai com suas panelas e potes buscar um pouco de sopa e alguns pães. Participar da distribuição da sopa e comer da mesma sopa que o povo, despertou nos missionários um sentimento de compaixão daquelas pessoas, em sua maioria crianças pequenas e pouco agasalhadas, apesar do frio.



De graça recebeste, de graça deveis dar! Não leveis ouro, nem prata, nem dinheiro nos vossos cintos; nem duas túnicas, nem sandálias, nem bastão, porque o operário tem direito ao seu sustento.” (Mt 10, 8-10)

Animação Missionária Juvenil Salesiana

 No domingo, 03 de julho, os missionários da "Ação Missionária Juvenil" foram acolhidos pela Paróquia São João Bosco, de Guarapuava, na missa presidida por Dom Giovanni Zerbini, Bispo emérito da Diocese de Guarapuava. Também estavam presentes os salesianos da Comunidade,  P. Ademar Urbainski, pároco e diretor, P. Heitor Girardi, P. Dácio Bona e P. Jaime Kniess – e os padres coordenadores da AMJ – P. Ademir Ricardo Cwendrych e P. Sérgio Ramos de Souza.
 
 
     Durante a celebração os missionários foram apresentados a comunidade, que os acolheu com muito carinho. Dom Giovanni ressaltou a importância de "sermos amigos de Jesus" nessa caminhada missionária e no trabalho com a juventude.
     Após a celebração, os missionários partiram para o Instituto Educacional Dom Bosco, onde ficarão hospedados e organizarão os trabalhos. Durante a semana acontecerão momentos de formação, oração, oratórios, visitas às casas na comunidade Paz e Bem, momentos de convivência e encontros com os jovens da paróquia.
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quarta-feira, 18 de maio de 2011

Mensagem do Melhor Amigo


Por que andas inquieto?
Não sabes TU que no deserto EU te sustento?
EU sou a solução de todos os seus problemas...
EU sou a respostas de todas as suas duvidas e temores...
Eu sei tudo o que acontece em sua vida...
EU sei o que aflige o seu coração...
EU sei os erros que cometestes...
Também se procuras uma amizade verdadeira...
TU sabes que eu sou o caminho a verdade e a vida...
Daí me a honra de TUA amizade...
E EU te darei a minha palavra que estarei do seu lado o tempo todo...
EU te mostrarei o caminho mais belo e mais gratificante...
E nos caminharemos juntos...
EU e VOCE...
Lado a lado...
Para que se tropeçares em alguma pedra...
Eu te segure pelas suas mãos, para que não caias...
Permita-me que EU te guie...Amigo...
Que EU te capacite...
Assim como capacitei meu apóstolos...
EU vos darei força para o seu dia....
Conforto para as suas lagrimas...
E luz para o nosso caminho...
Enfim MEU amigo...
Permita-me que EU te mostre a verdadeira amizade....
E te faça inteiramente feliz....

Autor: Antonio Maroneze Junior
Vocacionado salesiano

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Para onde vai a juventude?

      De onde vem, onde está, para onde vai: a partir dessas três perguntas, o teólogo jesuíta João Batista Libanio analisou as tendências da juventude hoje. Em palestra realizada na Faculdade Dom Bosco, em Porto Alegre, nesta terça-feira, 3 de maio, Libanio apresentou os resultados do seu mais novo livro, Para onde vai a juventude? (Ed. Paulus, 2011, 256 páginas), que nasceu, segundo ele, de um desafio posto por outro colega jesuíta, Hilário Dick, para pensar a juventude em uma espécie de movimento.
     Libanio, 79 anos, afirmou que, em seu livro, não buscou dizer que o jovem é "assim". "Como é que um velho pode falar isso?", brincou. E esclareceu que "juventude" não tem a ver apenas com a questão biológica: "Há muito homem de 40 anos com atitudes juvenis", explicou. Sua obra, portanto, busca fazer uma análise histórico-crítica da juventude, baseado não tanto em bibliografias, mas sim em sua própria experiência de vida, tendo passado por pelo menos três gerações. "Eu não digo onde os jovens estão. Apenas questiono: será que realmente caminhamos nessa direção?", comentou. E frisou: "São tendências. A gente pode mudá-las".
     Das 46 tendências da juventude apontadas no livro, Libanio apresentou ao longo de sua palestra pouco mais de uma dezena. Começando por uma tendência mais biológica: de um crescimento e desenvolvimento físicos lentos (devido a uma alimentação mais fraca, com esportes mais reduzidos), passa-se a uma juventude com um desenvolvimento físico rápido. "Mas o psíquico não pode acompanhar esse crescimento. Não se pode acelerar a psique", afirmou o teólogo. "O jovem se sente muito grande de corpo, mas não sabe o que fazer com ele. A alma não cabe mais lá dentro, não o preenche. Muito corpo e pouca alma. O que acontece? O espaço que a alma não preenche vira defunto – os jovens têm uma parte mais 'defúntica'", ilustrou.
     Partindo da definição de corpo de outro jesuíta, Henrique Cláudio de Lima Vaz, ou seja, como presença no mundo, maneira de se fazer presente ao mundo, Libanio afirmou que, "por crescer muito, o jovem não se dá conta dessa presença. E o que acontece? Ou vem a timidez ou representamos, fazemos muito teatro na vida", comentou, exemplificando com algumas atitudes consideradas como "rebeldes" dos jovens. "É muito comum os jovens fazerem teatro sem se dar conta. É a dificuldade de estar presente ao mundo", explicou.

Projeção e exploração

     Por outro lado, Libanio trouxe para o público presente – mais de 200 pessoas – uma conceituação de duas dimensões da vida: a projetiva e a explorativa, que também se manifestam claramente na juventude. A dimensão explorativa, explicou, leva a fazer a experiência e a perceber a realidade. Já a dimensão projetiva aborda o que eu serei amanhã, e controla e reduz a dimensão explorativa. Para ele, "o jovem está diminuindo a dimensão projetiva". Comparando a "geração Dilma", a geração de 1968 que "viveu extremamente o projetivo" (as lutas por um Brasil socialista, diferente, contra o regime) e sacrificou o seu presente, a juventude contemporânea manifesta uma tendência a diminuir o mundo projetivo, vivendo sem futuro, sem esperanças. "Usufrui-se só o presente, e o futuro é entregue às traças", comentou.

     Além disso, segundo o teólogo, há uma tendência de um deslocamento de uma afetividade mais de recepção dos maiores para uma afetividade mais narcisista. "A geração anterior tinha muito interesse em aprender dos mais velhos, sede de aprender de quem já tem uma tradição, uma história. A história tinha uma certa importância", explicou. Hoje, porém, diante da "cultura Google", "qualquer coisa está simultaneamente diante de mim". E, de acordo com Libanio, "a cultura do simultâneo me dá a ideia de que não há mais história, só há informação". Sai de cena a progressividade cultural e entra a simultaneidade de todas as coisas são simultâneas, o "presentismo". Assim, a juventude passa a pôr de lado o aprendizado com a tradição, "valorizando só o que se aprende momentaneamente. Não me interessa mais saber dos antigos. Aprendemos só do presente", comentou Libanio.
     Isso leva também à tendência de uma felicidade sólida e permanente às felicidades momentâneas. E Libanio exemplificou a partir da questão da afetividade: antes, comentou, os jovens namoravam, palavra em cuja raiz semântica está presente o amor, "que, por natureza, quer eternidade, faz eternidade, é eternidade, como disse o teólogo Joseph Ratzinger". Hoje, ao invés, os jovens "ficam", ou seja, "é agora, começa e acaba. As felicidades não se prolongam".
     Em contrapartida a uma juventude que possuía um certo medo e receio diante das experiências, passa-se a uma "busca de experiências extremas", segundo Libanio. Experiências extremas, limites, próximas da morte, como os esportes radicais, as drogas, o desrespeito no trânsito etc.
     Uma outra tendência apontada por Libanio é de uma maior consciência da diferença sexual para uma possibilidade muito maior de proximidade. "A distinção entre rapazes e moças tende a diminuir. Muitos preconceitos caíram, machismos falsos desapareceram, mas, não tendo um diferente, eu sofro na minha percepção de identidade", explicou o jesuíta.

Da intimidade à "extimidade"

     Isso se relaciona também ao fato de os jovens das gerações passadas serem mais pudorosos com relação à sua intimidade. Segundo Libanio, existia o lugar da confidência, geralmente a pessoas adultas, religiosas – como no caso da confissão –, lugar este que está desaparecendo. "A quem o jovem se abre? Entre si. Entre iguais, eles têm muito mais liberdade para conversar sobre seus problemas". Assim, cresce a "publicidade informática" entre os jovens, comentou Libanio, ou seja, a exposição da vida nos sites de relacionamento. Dá-se assim uma perda enorme da intimidade, passando de uma intimidade ao que alguns autores franceses chamam de "extimidade", apontou Libanio.
     Mas a palestra foi apenas uma antessala para a obra, que aborda ainda diversas outras tendências percebidas pelo jesuíta também em aspectos como família, sociedade, religião. Como indicou Libanio, o livro busca ser uma análise, um olhar para essas tendências sem medo, sem clericalismo exagerado, sem julgamento: "Não é um livro moralista", resumiu. "É uma reflexão dialética – eu olho para uma tendência, vejo o que há de positivo e o afirmo, reforço. Percebo que nela há um negativo, e então o nego", explicou.
     E desafiou os presentes a avançar no acompanhamento pedagógico ou pastoral da juventude mediante três passos: afirmar o positivo, negar o negativo e criar o novo. "Sem fantasia, nós não avançamos", disse Libanio, recordando um dos slogans dos jovens do maio de 1968: "A fantasia no poder".


(Por Moisés Sbardelotto)